Sou estudante do Curso de Estudos Eslavos da Faculdade de Letras de Lisboa e decidi criar este blogue, porque em Portugal, ainda se conhece pouco dos países eslavos. A minha ideia, é a criação de um espaço aberto à divulgação, à troca de informações, de experiências e ideias de tão belos países.
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16 de abril de 2010

Lago Baikal, na Rússia

Lago Baikal, na Rússia


Imagem do lago Baikal por satélite


O Lago Baikal situa-se no sul da Sibéria, na Rússia, entre Oblast de Irkutsk no noroeste e Buryatia no sudeste, perto de Irkutsk. Com 636 km de comprimento e 80 km de largura, é o maior lago de água doce da Ásia, o maior em volume de água do mundo, o mais antigo (25 milhões de anos) e o mais profundo da terra.

A sua superfície é de 31 500 km² e é tão grande que se todos os rios na terra depositassem as suas águas no seu interior, levaria pelo menos um ano para encher. Alguns sítios ultrapassam os 1600 m de profundidade e dados mais recentes indicam 1680 m, sendo responsável por 20% da água doce líquida do planeta.

Desaguam nele cerca de 300 rios. É um habitat rico em biodiversidade, com cerca de 1085 espécies de plantas e 1550 espécies e variedades de animais, sendo conhecido como as "Galápagos" da Rússia. Mais de 60% dos animais são endémicos: por exemplo, das 52 espécies de peixes, 27 são endémicas.


Expedição no Lago Baikal
Segundo informações da agência oficial Itar-Tass, às 15h50 locais do dia 29 de Julho de 2008, o submarino Mir-2 tocou o ponto mais baixo do lago, 1680 metros de profundidade. A finalidade da expedição é explorar o fundo do lago, colhendo amostras do solo, o que permitirá melhorar as pesquisas.

Florestas Virgens de Komi, na Rússia

Floresta de Komi





Abis sibirica

Larix sibirica

Picea Obovata


As Florestas Virgens de Komi situam-se no norte dos Montes Urais classificadas pela UNESCO como Património da Humanidade. Ficam na República Autónoma dos Komi, na Rússia. Com 32.800 km² formam a maior floresta virgem da Europa. Estas florestas pertencem à eco-região da taiga dos Urais. As espécies dominantes de árvores são coníferas das espécies Picea obovata, Abies sibirica e Larix sibirica, enquanto que os mamíferos dominam as renas, as zibelinas, os visons e as lebres.

Conjunto Arquitectónico e Monástico da Trindade - São Sérgio em Sergiev Posad, na Rússia

Vista do Mosteiro em 1890


O Mosteiro da Trindade de São Sérgio ou Lavra da Trindade de São Sérgio, é o mais importante mosteiro russo e o centro espiritual da Igreja Ortodoxa Russa.

Situa-se na cidade de Sergiyev Posad, cerca de 70 km a nordeste de Moscovo indo pela estrada que leva a Yaroslavl. Hoje abriga mais de 300 monges.

O mosteiro foi fundado em 1345 por um dos mais venerados santos russos, Sérgio de Rádonezh, que construiu a igreja de madeira em honra da Santíssima Trindade na Colina Makovets. A partir da construção de Sérgio, foram fundados outros mosteiros, tais como o Mosteiro Solovetsky, o Mosteiro Kirillo-Belozersky e o Mosteiro Simonov.

Sérgio apoiou Dmitri Donskoi em sua luta contra os tártaros e enviou dois dos seus monges, Peresvet e Oslyabya, para participar da Batalha de Kulikovo em 1380. No final, o mosteiro foi devastado pelo fogo, quando uma unidade tártara saqueou a área em 1408.

São Sérgio foi declarado padroeiro da Rússia em 1422. No mesmo ano, a primeira catedral de pedra foi construída por um grupo de monges sérvios que se refugiaram no mosteiro após a Batalha do Kosovo.

As relíquias de São Sérgio ainda podem ser vistas nessa catedral, dedicada à Santíssima Trindade. Os maiores pintores de ícones da Rússia, Andrei Rublev e Daniil Chyorny, foram chamados para decorar a catedral com frescos. Tradicionalmente, os reis da Moscóvia eram baptizados na catedral, onde havia ainda cerimónias de acção de graças.

Em 1476, Ivan III da Rússia convidou vários mestres de Pskov para construir a Igreja do Espírito Santo. Essa estrutura graciosa é um dos poucos exemplares remanescentes de igrejas russas com uma torre de sinos.

Foram necessários 26 anos para a construção da Catedral da Assunção, tendo sido encomendada por Ivan IV da Rússia em 1559. A catedral é muito maior que a Catedral da Dormição no Kremlin em Moscovo. A magnífica iconostase tem como destaque a última Ceia de Simon Ushakov, a sua obra-prima. A igreja contém ainda os restos mortais de Boris Godunov, da sua família e de vários patriarcas do século XX. Com o crescimento do mosteiro, surgiu ao redor uma pequena cidade (ou posad), que hoje é a cidade de Sergiyev Posad.

Pelo final do século XVII, quando o jovem Pedro I da Rússia se refugiou dos seus inimigos por duas vezes no mosteiro, várias construções já tinham sido adicionadas ao local. A Igreja da Natividade de João Barista, com cinco cúpulas, foi encomendada pelos Stroganovs.

Em 1744, Isabel da Rússia conferiu ao mosteiro o título de Lavra. Durante o século XIX, manteve o estatuto de ser o mosteiro mais rico da Rússia. Colecções medievais da sacristia atraíam multidões de visitantes para ver os seus manuscritos e livros. Os filósofos conservadores Konstantin Leontiev e Vasily Rozanov estão lá sepultados.

Depois da Revolução Russa de 1917, o governo soviético fechou a Lavra em 1920. Os seus edifícios transformaram-se em edifícios públicos e em museus. Em 1930, os sinos do mosteiro foram destruídos. Pavel Florensky e os seus seguidores não puderam evitar o roubo e a venda da colecção da sacristia mas, ao todo, muitos dos objectos valiosos foram transferidos para outras colecções.

Durante a Segunda Guerra Mundial e em consequência de alguma tolerância religiosa por parte de Joseph Stalin, o mosteiro voltou às mãos da Igreja Ortodoxa Russa.

Lavra continuou a ser a sede do Patriarcado de Moscovo até 1983, quando foi permitido ao patriarca voltar para o Mosteiro Danilov em Moscovo.

Em 1993, tornou-se Património Mundial da Humanidade.

Kremlin de Moscovo, na Rússia


O Kremlin de Moscovo é uma fortaleza situada no centro da cidade e que serve de sede do governo da Rússia. Ocupa cerca de 30 hectares e contém vários monumentos no seu interior.

História
Em 1156, Yuri Dolgoruky, o fundador de Moscovo, ordena a construção de uma paliçada no pinhal do monte Borovitsky (do russo bor, que significa pinheiro). Para protecção adicional, foi construído um fosso à sua volta. Nos anos que se seguiram foi sendo sucessivamente alargado e um segundo fosso foi construído.

Em 1339, são construídas paredes e as primeiras torres do Kremlin.

Em 1367 Dmitry Donskoi reconstrui o Kremlin em pedra calcária, o que deu a Moscovo o nome de cidade branca. Este Kremlin era quase tão grande quanto o actual.

Durante o governo de Ivan III, em 1495, são construídos os muros e torres actuais e muitas das igrejas e palácios. Ivan III manda também construir uma praça em frente do Kremlin, hoje chamada Praça Vermelha, para evitar que os inimigos se pudessem aproximar da fortaleza sem serem vistos. No século XVII as torres foram ornamentadas com as cúpulas actuais.


Torres
A muralha do Kremlin contém 20 torres, das quais a principal é a Torre do Salvador (ou Torre Spasskaya). Continuando no sentido dos ponteiros do relógio, seguem-se as torres do Senado, São Nicolau, Arsenal do Canto, Arsenal do Meio, Trindade, Comandante, Armaria, Borovitskaya, Água, Anunciação, Segredo, duas torres sem nome, Beklemishev, São Constantino e Santa Helena, Alarme e finalmente a Torre do Czar. Em frente à Torre da Trindade, no exterior do Kremlin, situa-se ainda a Torre Kutafya.

Monumentos
No interior do Kremlin situam-se vários palácios e igrejas. Os mais importantes são:


Palácio das Facetas
Palácio dos Terems

Grande Palácio do Kremlin
- construído entre 1839 e 1849 como residência dos imperadores russos
Palácio do Arsenal do Kremlin
Palácio Estatal do Kremlin
(antigo Palácio dos Congressos) - construído entre 1961
Palácio de Entretenimento
Igreja da Deposição do Robe - construída entre 1484 e 1488, contém várias pinturas de estilo russo.
Catedral da Assunção - construída entre 1475 e 1479 pelo arquitecto Aristotle Fioravante, era a catedral do estado da Rússia; é uma combinação entre o estilo russo e o estilo renascentista italiano.
Igreja de Ivan, o Grande - construída entre 1505 e 1508 pelo arquitecto Bom Fryazin, tem um sino de 200 toneladas; em 1600, a torre é elevada até uma altura de 81 metros.
Catedral da Anunciação - construída entre 1484 e 1489, era a catedral privada dos czares.
Catedral do Arcanjo - construída entre 1505 e 1508, estão aqui enterrados vários príncipes e czares.


Ocupações
Embora sendo uma fortaleza imponente, o Kremlin sofreu vários ataques dos quais alguns levaram à sua ocupação.

Em 1612, os senhores feudais da Polónia e Lituânia invadem Moscovo e apoderam-se do Kremlin.


Em 1812, Napoleão destrói 6 das torres do Kremlin, que foram reconstruídas entre 1816 e 1819.


Em 1917, trabalhadores revolucionários e soldados russos invadem o Kremlin e tomam o poder.

Praça Vermelha de Moscovo na Rússia


A Praça Vermelha (em russo Красная площадь) é a famosa praça em Moscovo, conhecida pelos desfiles militares soviéticos durante a era da União Soviética.

A praça separa a cidadela real, conhecida como Kremlin, do bairro histórico de Kitay-gorod.

Como grandes ruas de Moscovo partem da praça em várias direcções, prolongando-se em rodovias para fora da cidade, a Praça Vermelha pode ser considerada como a praça central de Moscovo e de toda a Rússia.

O nome de Praça Vermelha não deriva da cor dos tijolos ao seu redor, nem da associação da cor vermelha ao Comunismo. Na verdade, o nome surgiu porque a palavra russa красная (krasnaya) pode significar tanto "vermelho" como "bonito".

A palavra foi empregada originalmente (com o sentido de "bonito") à Catedral de São Basílio, e foi mais tarde transferida à praça adjacente.

Pensa-se que a praça tenha recebido seu nome actual (em substituição ao antigo, Pozhar) durante o século XVII.

Castelo de Litomyšl na República Checa


Castelo de Litomyšl está edificado na cidade de Litomyšl, na República Checa, classificado em 1999 pela UNESCO como Património Mundial.

O castelo era originalmente uma fortificação renascentista ao estilo italiano que foi divulgado na Europa Central ao longo do século XVI.

O seu desenho e decoração são particularmente requintados, incluindo características do Barroco tardio adicionadas no século XVIII.

Preserva-se intacta a totalidade de edifícios circundantes, que são normalmente associados a este tipo de residências aristocráticas.

7 de abril de 2010

Património da Humanidade - Salão do Centenário na Polónia


O Salão do Centenário é uma construção histórica da cidade de Wrocław erigida em 1913 quando a cidade fazia parte do Império Alemão. O salão está listado no Património Mundial da UNESCO desde 2006.

O salão foi construído em 1911-1913, durante o Império Alemão os planos do arquitecto Max Berg, durante a preparação de uma exposição para comemorar os 100 anos da Batalha das Nações.

Património da Humanidade - Castelo de Malbork ma Polónia


O Castelo de Malbork está situado na cidade de Malbork, na Polónia, em posição dominante na margem direita do rio Nogat, o castelo foi construído pela Ordem dos Cavaleiros Teutónicos.

Actualmente encontra-se classificado como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, desde 1997.

Edificado a partir de 1274 a cidade de Malbork foi desenvolvida a seu abrigo. Tanto o castelo como a vila de Marienburg devem o seu nome à sua padroeira, a Virgem Maria.

O castelo tornou-se o quartel-general dos Cavaleiros Teutónicos, e a sua maior fortaleza gótica. Durante a Guerra dos Treze Anos, o castelo foi aberto pelos cavaleiros teutónicos aos seus soldados imperiais da Boémia.

A localização favorável do castelo junto ao tio Nogat e o carácter plano das suas imediações permitiam um fácil acesso às embarcações mercantis. Durante o período em que governaram a Prússia, os cavaleiros teutónicos exigiam o pagamento de uma portagem aos barcos que passavam pelo rio, impondo um monopólio no comércio do âmbar. Quando a cidade se tornou membro da liga hanseática, muitas das reuniões da liga passaram a ter lugar no castelo.

Foi vendido em 1457 ao rei Casimiro IV da Polónia, separando-se da cidade em termos políticos, uma vez que os cidadãos da cidade resistiam à Polónia.

Em constante construção durante quase duzentos e trinta anos, o Castelo de Malbork é, na realidade, um conjunto de três castelos encaixados. Constitui num clássico exemplo de fortaleza medieval e é o maior do mundo construído com tijolos.

6 de abril de 2010

Património da Humanidade - Região Natural, Cultural e Histórica de Kotor em Montenegro

Kotor ou Cátaro (historicamente conhecida pela designação italiana de Cattaro) é uma vila e porto natural de grande beleza situada na baía de Cátaro, em Montenegro.

É a capital do município de Kotor, tendo 5 341 habitantes (censo de 2003).

A região de Kotor é famosa pelos seus fiordes, únicos no Mediterrâneo, conhecidos pela Baía de Cátaro.

Denominada em latim Ascrivium, Kotor é habitada desde os tempos de Roma antiga, quando fazia parte da província da Dalmácia.

Com o nome de Cattaro, a cidade e a região circundante fez parte, entre 1420 e 1797, da República de Veneza, período que influenciou de forma ainda hoje visível a arquitectura da cidade.

A sua estrutura urbana, típica das cidades marítimas da costa oriental do Adriático, é circundada por uma imponente cintura de muralhas, permanece bem conservada, tendo merecido ser incluída na lista do Património da Humanidade da UNESCO.

Património da Humanidade - Grutas de Škocjan na Eslovénia


As Grutas de Škocjan são um sistema de grutas e passagens subterrâneas com mais de 6km de comprimento e atingindo mais de 200m de profundidade. Situam-se na região do Carso (em esloveno Kras).

31 de março de 2010

Património da Humanidade - Florestas Primárias de Faia dos Cárpatos, Eslováquia

Bosque em Stužica, Eslováquia


As Florestas Primárias de Faia dos Cárpatos são um extraordinário exemplo de bosques complexos e tranquilos, constituindo uma propriedade transnacional de dez componentes separados, 6 na Ucrânia e 4 na Eslováquia, ao longo de um eixo de 185 km das Montanhas Rakhiv e a Cordilheira Chornohirskyi na Ucrânia, ao oeste ao longo da Crosta Polaca, até Bukovské Vrchy e as montanhas Vihorlat na Eslovaquia.

Contém uma reserva genética inapreciavél de hayas e muitas espécies associadas, e dependentes, destes hábitats.

São também um bom exemplo do desenvolvimento dos ecossistemas terrestres e das comunidades depois da Idade do Gelo, proceso ainda em curso.

Foram consideradas Património Mundial da Humanidade pela UNESCO em 2007.

Património da Humanidade - Grutas Cársicas da Eslováquia

Em 1985 foi criado o Parque Nacional de Aggtelek, e em 1995 o sistema de grutas foi declarado Património Mundial pela UNESCO.

As grutas cársicas do karst Aggtelek e do karst eslovaco são famosas por serem o maior sistema de grutas da Europa Central e conhecido destino turístico. Situam-se entre a Eslováquia e a Hungria, sendo as principais cavernas de Baradla, com cerca de 25 km de extensão em território húngaro, e a de Domica, com cerca de 5,6 km, na Eslováquia.

A variedade de formações e o facto de serem concentradas numa área restrita significa que as 712 grutas até agora identificadas formam uma zona temperada típica dos sistemas cársicos. Mostram uma raríssima combinação de efeitos climatológicos tropicais e glaciais, tornando possível a observação e estudo da história geológica de um período de dezenas de milhões de anos.

O karst foi formado no período Triássico de pedra calcária e a formação do sistema de grutas deu-se à aproximadamente dois milhões de anos. Há também várias evidências de que as de Baradla foram usadas pelo homem do Neolítico como habitação e que, com instrumentos de iluminação mais aperfeiçoados, foi possível que ainda neste período o homem tenha percorrido o interior das cavernas.

Património da Humanidade - Castelo de Spiš na Eslováquia


O Castelo de Spiš é um dos maiores castelos em ruínas da Europa Central. Localiza-se no distrito de Spišská Nová Ves, no município de Žehra, na região de Košice, na Eslováquia. Construído entre os séculos XIII e XIV, em estilo românico e gótico, o castelo faz parte do Património Mundial da UNESCO desde 1993.

Património da Humanidade - Centro histórico de Split e Palácio Diocleciano na Croácia

Palácio Diocleciano, Croácia



Centro histórico de Split, Croácia

O Núcleo Histórico de Split com o Palácio de Diocleciano é um sítio classificado como Património da Humanidade pela UNESCO desde 1979, que engloba o centro histórico de Split, na Croácia e o que resta do Palácio de Diocleciano.

Património da Humanidade - Parque Nacional Plitvice na Croácia


O Parque Nacional Plitvice está situado na Croácia. Trata-se de um parque nacional que se estende por 20.000 hectares de bosques e lagos, no coração dos Balcãs. Repleto de cascatas, lagos, abundante vegetação, aves e ursos entre a sua fauna.

Os lagos dividem-se em dois grandes grupos, os lagos superiores e os inferiores.

Desde 1949 que este conjunto natural tem a designação de Parque Nacional e, desde 1979, de Património da Humanidade, pela UNESCO.

Há zonas que podem ser visitadas no Verão, outras no Inverno, e, no geral, não há lugares inacessíveis, embora na Primavera possa haver problemas com a abundante e frondosa vegetação e no Inverno com a neve.

Património da Humanidade - Túmulo Trácio de Svechtari na Bulgária


O Túmulo Trácio de Svechtari encontra-se a 2,5 km a sudoeste da povoação de Svechtari, Província de Razgrad, e situando-se a 42 km da região nordeste da Bulgária.

Este túmulo trácio descoberto em 1982 pertence ao século III a.C. e reflecte os princípios estruturais básicos correspondentes às construções religiosas trácias.
A decoração arquitectónica da tumba é considerada única devido aos seus cariátides policromadas metade humanas, metade plantas e os seus murais pintados.
Os altos-relevos das dez figuras femininas esculpidas nas paredes da câmara central e os decorados da luneta na abóbada são os únicos exemplos deste tipo que se têm encontrado, por enquanto, em território trácio.
O túmulo é uma recordação excepcional da cultura dos getas, uma tribo trácia que, segundo os geógrafos da Antiguidade, esteve em contacto com a civilização helenística.

Em 1985, a Unesco atribuiu-lhe o título de Património da Humanidade.

Património da Humanidade - Parque Nacional Pirin na Bulgária


O Parque Nacional Pirin situa-se na Bulgária, tem uma área de 274 km² e com uma altitude que vai de 1.008 to 2.914 metros e abrange grande parte das Montanhas Pirin. Foi estabelecido a 8 de Novembro de 1962 e no ano de 1983 foi reconhecido como património mundial pela UNESCO.

Património da Humanidade - Mosteiro de Rila na Bulgária


O Mosteiro de Rila é o maior e mais famoso mosteiro da Igreja Ortodoxa na Bulgária. Está situado a noroeste dos montes Rila, 117 km a sul de Sófia, capital do país, no vale do rio Rilska a uma altitude de 1.147 m.

Fundado no século X pelo eremita João de Rila (Ivan Rilski), o mosteiro de Rila é considerado o maior tesouro cultural, histórico e arquitectónico da Bulgária. É também uma das mais importantes atracções turísticas da Bulgária e de toda Europa balcânica.

Património Mundial da Humanidade - Cavaleiro de Madara na Bulgária


O Cavaleiro de Madara é uma escultura esculpida em pedra, do início da Idade Média, fica a leste do Planalto Madara Shumen, a leste da cidade de Šumen, no nordeste da Bulgária, perto da aldeia de Madara. A imagem é o símbolo da Bulgária.

A 23 metros sobre o solo numa falésia quase vertical de cem metros de altura, o relevo representa um cavaleiro cravando uma lança a um leão que jaz aos pés do seu cavalo. Uma águia voa frente do cavaleiro e um cão corre atrás dele. A cena é uma representação simbólica de um triunfo militar.

O relevo foi talhado, segundo as se conseguiu apurar, por volta de 710, durante o reinado do khan protobúlgaro Tervel, o que apoia a teoria de que se trata de um retrato do próprio khan e que é obra dos Protobúlgaros, a tribo nómada de guerreiros que se estabeleceu ao nordeste da Bulgária no final do século VII e que após misturar-se com os Eslavos locais deu origem aos modernos Búlgaros. Outras teorias propõem uma origem trácia para o relevo, que nesse caso representaria um deus.

Em torno da imagem do cavaleiro conservam-se parcialmente três inscrições em grego medieval. A inscrição mais antiga teria sido obra de Tervel e as outras duas referem-se aos khan Krum e Omurtag, tendo sido talhadas provavelmente durante os seus respectivos reinados.

Património da Humanidade - Igreja de Boyana na Bulgária


A Igreja de Boyana é uma Igreja Ortodoxa Búlgara medieval situada a sul de Sófia, capital da Bulgária, no bairro de Boyana, ao pé do maciço de Vitosha. O monumento foi declarado Património da Humanidade pela UNESCO em 1979. O edifício, de dois pisos, está formado por três alas:

A ala leste foi construída no final do século X e princípio do XI.
A ala central foi acrescentada no século XIII, durante o Segundo Império Búlgaro.
A igreja ficou completa com a ala oeste em meados do século XIX.

A igreja é célebre por seus frescos, pintados no século XIII, sobre outros mais antigos. Representam um dos exemplos mais completos e da melhor conservação da arte medieval da Europa Oriental. No total, são 89 cenas com 240 figuras humanas. O autor é desconhecido, mas provavelmente pertencia a escola de arte de Tarnovo. Dezoito cenas ilustram a vida de São Nicolau, contém detalhes da sociedade da época: Em “O milagre no mar”, o barco e os chapéus dos marinheiros recordam a frota veneziana. Retratos de Kaloyan, o construtor da ala central e da sua esposa Desislava, assim como do czar Constantino I e a czarina Irina, são considerados os mais impressionantes da igreja, encontram-se no muro norte.
São Nicolau
Kaloyan e Desislava

A primeira capa de frescos, dos quais se conservam poucos fragmentos, data dos séculos XI e XII e a segunda do século XIII. Contém ainda alguns frescos dos séculos XIV, XVI, XVII e XIX.

Os frescos têm sido restaurados, sucessivamente entre 1912 e 1915, em 1934, em 1944 e entre 1977 e 2000.